Mostrando postagens com marcador CMD 3ª série. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CMD 3ª série. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Agressor (como combater essa situação)



Não são apenas as vítimas do bullying que têm o seu desempenho escolar prejudicado por causa dessa prática. O agressor não vai para a escola buscar o aprendizado, mas sim a afirmação social perante os colegas. O estudante sente que precisa agredir para se auto-afirmar, e assim acaba perdendo o foco do seu aprendizado.A repercussão da prática do bullying em longo prazo é tão grave para os autores quanto para as vítimas. É verificado que participar dessas agressões pode levar a adoção de comportamentos de risco durante a vida adulta, como consumo de álcool e drogas, e até mesmo a violência explícita, agir de maneira agressiva em relação aos colegas pode gerar instabilidade no emprego e a perda de espaços importantes no mercado de trabalho. Portanto, se você já colocou apelidos em colegas, se mantém comunidades virtuais para ridicularizar os alunos de quem você não gosta e se você já agrediu ou foi complacente com alguma agressão entre estudantes, é bom ficar ligado: manter um relacionamento mais leve com os seus companheiros de classe pode ser importante para o seu futuro. Aqui vão umas dicas de como fazer isso melhor: Tente colocar a agressividade e a ironia de lado para ressaltar outras características da sua personalidade, que possam trazer o reconhecimento esperado do seu grupo de amigos, mas sem ferir ou magoar outros estudantes. Nem pense em repetir com outros o que um dia fizeram com você - como os problemas de ser um praticante do bullying são tão graves quanto os de ser uma vítima, não vale a pena agredir outros estudantes para se defender das agressões. Melhor ser um multiplicador da idéia de que essa é uma forma de violência prejudicial a todos do que simplesmente tentar tirar vantagem da situação. E lembre: agredir e ridicularizar os amigos não é a única maneira de encontrar reconhecimento social.

Vítimas do bullying


Ao sofrer a violência do tipo bullying, tanto as crianças como os adultos, sozinhos, não têm como se defender. Os colegas, embora digam repudiar esse tipo de violência psicológica e sentirem pena, declaram que nada podem fazer para defendê-la, com medo de serem a próxima vítima.
Muitas crianças vítimas de bullying desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola quando esta nada faz em defesa da vítima.A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo de violência psicológica.Além de conviver com um estado constante de pavor, uma criança ou adolescente vítima de bullying talvez sejam as que mais sofrem com a rejeição, isolamento, humilhação, a tal ponto de se verem impedidas de se relacionarem com quem ela deseja, de brincar livremente, de fazer a tarefa na escola em grupo, porque os mais fortes e intolerantes lhe impõem tal sofrimento. Também faz parte dessa violência impor à vítima o silêncio, isto é, ela não pode denunciar à direção da escola nem aos pais, sob pena de piorar sua condição de discriminada. Pais e professores só ficam sabendo do problema através dos efeitos e danos causados, como a resistência em voltar à escola, queda de rendimento escolar, retraimento, depressão, distúrbios psicossomáticos, fobias, etc.
Depois de muito se informar sobre esse assunto, surge a dúvida: O que fazer em relação ao bullying?Os pais devem apoiar o filho, abrindo espaço para ele falar sobre o sofrimento de estar sendo rejeitado pelos colegas.Obrigar o filho a enfrentar os agressores pode não ser a melhor solução, visto que ele está fragilizado, ou seja, corre o risco de sofrer uma frustração ainda maior. Mas, fazer de conta que não existe bullying ou outro tipo de violência psicológica na escola é, no fundo, autorizar a prática de mais violência. É preciso estar atento para o risco de suicídio onde a vítima sem auto-estima alucina tal ato como ‘saída’ honrosa para o seu sofrimento.
Quando a violência ocorre na escola cabe aos pais conversar com a direção. É dever desta instituição ensinar os conhecimentos e promover a inclusão social e psicológica. A escola e a universidade jamais devem fazer vistas grossas sobre os casos de intolerância de violência psicológica ou física. A escola, principalmente, deve ter uma atitude preventiva contra o bullying, começando pela conscientização e preparação de professores, funcionários, pais e alunos. Por um lado, é preciso apoiar as crianças vítimas e, por outro, é imprescindível fazer um trabalho especial com as pessoas propensas para cometer violência contra os colegas, professores e funcionários.
Os pais e professores devem estar atentos sobre a possibilidade real de conviver com uma vítima silenciosa de qualquer tipo de violência, como também conviver com o(s) agente(s) dessa violência. (Se a instituição de ensino não tomar providências, cabe aos pais ou responsáveis denunciar a violência ao Conselho Tutelar, pode até mover um processo junto a Justiça, cobrando do agressor a reparação por dano moral ou físico). Criança ou adolescente que repete atos de intolerância e de violência para com o próximo pode estar sendo “autorizada” pelos pais que a vêem positivamente como “esperta”, “machão”, “bonzão”, “fodão”, etc. O adulto que pratica bullying pode estar sendo influenciado por uma organização perversa do trabalho burocrático, ou por um grupo que usa a intolerância como meio de expressão política. É preciso estar muito atento aos grupinhos informais de traços neofascistas, as gangs, porque a afirmação da sua identidade narcísica é conseguida por meio da intolerância, da discriminação e da violência.